AMPRO Live Talks reúne agências para orientar sobre modelos de tributação

Representantes de agências de Live Marketing de várias regiões brasileiras acompanharam, no no final de janeiro, as orientações de especialistas sobre como escolher o melhor regime tributário e economizar durante todo o ano de 2020. O assunto foi tratado no primeiro encontro do AMPRO Live Talks do ano, organizado pela AMPRO – Associação de Marketing Promocional, em São Paulo, com transmissão simultânea para agências de outros estados.

As dicas foram apresentadas por Ricardo Beato, VP Financeiro/Administrativo da AMPRO e sócio da Keeper Serviços de Apoio Administrativo em Marketing Promocional, e pelo CEO da Trust Consultoria Empresarial, Leandro Pereira.

“Trata-se de um tema com grande importância, uma vez que nem todos tem segurança e conhecimento em relação ao regime tributário e ele pode ser determinante, faz grande diferença nos resultados de acordo com a escolha que será feita.”, enfatizou o presidente da AMPRO, Wilson Ferreira Jr., que abriu o evento, último AMPRO Live Talks de sua gestão.

Os participantes puderam entender as diferenças entre os regimes do Simples, do Lucro Presumido e do Lucro Real, vantagens e desvantagens de cada um, além de acompanhar simulações para entenderem como são feitos os cálculos.

“O Simples engloba todos os impostos da empresa, especialmente o INSS Patronal, que é a parte que a empresa paga sobre a Folha de pagamento. Suas alíquotas começam com 6% e terminam com 33% e tem limitação nos tipos de atividades – CNAES, além do faturamento dos últimos 12 meses.  Tem vantagens para as empresas que tem maiores folhas de pagamento e desvantagens para aquelas que tem picos de faturamento”, ressaltou Leandro Pereira.

Já o sistema do Lucro Presumido tem alíquota fixa, com base numa estimativa de lucro da empresa. “Se seu lucro for maior, você paga menos impostos, mas se for menor que o estimado, sai mais caro”, explicou o CEO da Trust.

Na opção pelo Lucro Real, a empresa para sobre a apuração do resultado real do ano. “Uma das vantagens aqui é que o PIS e Cofins tem natureza não cumulativa, o que o meu fornecedor pagou de imposto eu me credito e pago só a diferença. Outro benefício deste sistema é a possibilidade de abater os custos de aluguéis para pessoa jurídica e o custo de energia elétrica do imóvel sede da empresa”, explicou Pereira.

Os especialistas também explicaram as diferenças entre as formas de recolhimento. “No Regime de Competência, tudo o que é faturado é considerado como entrada do mês. Já no Regime de Caixa a apuração é feita só quando o dinheiro entra, efetivamente. Este último tem mais vantagem para empresas que tem bastante inadimplência ou sazonalidade de faturamento”, explicou Ricardo Beato.

Beato e Pereira enfatizaram ainda sobre a importância de estar com a contabilidade em dia, para evitar multas em impostos e prejuízos. Para escolher a melhor opção de Regime Tributário, é fundamental também fazer o exercício dos cálculos. “Nem sempre a alíquota maior numa opção vai, necessariamente, indicar que a empresa vai pagar mais impostos”, lembrou Pereira.

Depois de fazer os cálculos e encontrar o valor devido de impostos, é importante prestar atenção nos detalhes que vem depois da apuração. “Há diversos detalhes que podem influenciar no valor da guia, como créditos tributários do exercício anterior, créditos tributários de aplicações financeiras, impostos retidos, custos de PIS e Cofins etc”, lembrou o CEO da Trust.

Informações para imprensa

Be On Press

Camila Barini
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